Avaliar um edifício de 1940 não é o mesmo que avaliar um de 2010. Não há projeto, não há memorial, não se sabe a resistência do concreto nem a bitola das barras, e as reformas acumuladas ao longo de décadas alteraram o que foi construído. Qualquer conta feita sobre premissas presumidas, nesse contexto, é ficção.
O trabalho começa por caracterizar a estrutura: levantamento geométrico, pacometria para localizar armaduras e medir o cobrimento existente, teste de carbonatação para saber se a proteção química do aço ainda existe e, quando a discussão envolve capacidade, extração de testemunhos para determinar a resistência efetiva do concreto.
Essa investigação costuma explicar de imediato o que se observa na edificação. Cobrimento de um centímetro e frente de carbonatação de dois e meio significam armadura sem proteção há tempo — e justificam tecnicamente o desplacamento generalizado que o síndico atribuía a infiltração.