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Tratamento de infiltração em poço de elevador

O fosso do elevador reúne as piores condições possíveis para infiltração: é o ponto mais baixo da edificação, frequentemente abaixo do nível do lençol freático, sem ventilação, com acesso restrito e ocupado por equipamento sensível à umidade.

Quando ele alaga, a consequência é imediata e dupla: a empresa de manutenção pode interditar o elevador por segurança, e a estrutura passa a se deteriorar continuamente. A DRD2 Engenharia estanca infiltrações em poços de elevador com injeção e revestimento adequado à pressão negativa, com engenheiro registrado no CREA-SP e ART.

Resposta direta

Poço de elevador é o ponto mais baixo do edifício, quase sempre abaixo do lençol freático — por isso ele alaga. A bomba de recalque mantém o elevador funcionando, mas trata o sintoma: a água continua atravessando a estrutura e corroendo armaduras. O estancamento se faz por dentro, com injeção de poliuretano nos pontos de percolação e revestimento cimentício para pressão negativa.

Sinais de alerta

Quando este serviço é necessário

Situações que costumam levar síndicos, empresas e proprietários a nos procurar — e que merecem avaliação de engenharia.

01

Água acumulando no fosso

Lâmina permanente ou recorrente no fundo do poço, com a bomba de recalque acionando o tempo todo.

02

Elevador interditado pela manutenção

A empresa de manutenção pode suspender a operação por segurança enquanto houver água — e o condomínio fica sem o equipamento.

03

Corrosão em componentes do elevador

Para-choques, trilhos, cabos e a base do equipamento deterioram com a umidade constante, gerando custo de manutenção crescente.

04

Estrutura do poço se degradando

Paredes e fundo com eflorescência, concreto desagregado e armadura exposta pela percolação contínua.

05

Bomba de recalque funcionando sem parar

Indica volume de infiltração alto. A bomba resolve a operação, mas mascara um problema que continua atacando a estrutura.

06

Odor e insalubridade

Água parada em ambiente confinado gera odor e condições insalubres para quem faz manutenção no fosso.

Reconheceu algum desses sinais no seu imóvel?

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01

Por que o poço alaga

Não é azar nem má execução necessariamente: é geometria. O fosso é escavado abaixo do piso do subsolo, o que o coloca, em boa parte de São Paulo, abaixo do nível do lençol freático — especialmente em regiões de várzea, próximas aos rios.

A água do lençol pressiona o fundo e as paredes de fora para dentro, e encontra caminho por onde houver: fissuras de retração, juntas de concretagem entre fundo e parede, furos remanescentes de ancoragem de fôrma, e a interface com tubulações que atravessam a estrutura.

A pressão varia com a estação. É comum o poço permanecer seco no período de estiagem e alagar nas chuvas, quando o lençol sobe — o que faz o problema parecer resolvido e voltar meses depois.

Como não há como escavar em volta do fosso para impermeabilizar pelo lado externo, o tratamento é necessariamente por dentro, sob pressão negativa — a condição mais difícil da impermeabilização, com a água empurrando o revestimento para longe do substrato.

02

A bomba não é solução, é convivência

Quase todo poço com histórico de alagamento tem bomba de recalque instalada, e ela cumpre um papel: mantém o nível baixo e o elevador operando. Mas é importante entender o que ela faz e o que não faz.

A bomba retira a água que já entrou. Ela não impede a entrada. Isso significa que a percolação continua acontecendo através da estrutura, carregando agentes agressivos para dentro do concreto e mantendo as armaduras em ambiente permanentemente úmido.

O resultado aparece no médio prazo: paredes do poço com concreto desagregado e armadura exposta, exigindo recuperação estrutural além do estancamento. O condomínio que conviveu dez anos com a bomba costuma descobrir que agora precisa de duas obras em vez de uma.

Há ainda a dependência operacional: bomba que falha em fim de semana chuvoso alaga o fosso e para o elevador. Manter a bomba como redundância é sensato; mantê-la como solução é adiar com juros.

03

Como se estanca

O tratamento combina duas frentes, na ordem correta:

  • Localização dos pontos de entrada

    Identificação de onde a água efetivamente atravessa — juntas de concretagem, fissuras, furos de fôrma e passagens de tubulação. Com o poço seco, os pontos ficam evidentes.

  • Injeção de poliuretano

    Resina injetada sob pressão nos pontos de percolação, que reage com a própria água e expande, bloqueando o caminho dentro da estrutura. É o que efetivamente estanca.

  • Recuperação do concreto danificado

    Tratamento das armaduras expostas e recomposição das regiões desagregadas pela umidade prolongada, antes do revestimento.

  • Revestimento cimentício

    Sistema de base cimentícia que resiste ao empuxo pelo lado avesso, aplicado nas paredes e no fundo para conter a umidade difusa remanescente.

  • Tratamento do encontro fundo-parede

    A junta entre a laje de fundo e as paredes é o caminho preferencial clássico, e recebe reforço específico de vedação.

04

Trabalhar em espaço confinado, com o elevador parado

A execução tem particularidades logísticas que precisam ser combinadas antes de começar.

O elevador fica parado durante o serviço, com a cabine posicionada em pavimento superior e travada pela empresa de manutenção — que precisa autorizar e acompanhar. Coordenamos com ela desde o agendamento, porque o acesso ao fosso é responsabilidade compartilhada e nenhuma das partes libera sozinha.

O fosso é espaço confinado: acesso restrito, ventilação natural deficiente e possibilidade de acúmulo de vapores dos produtos aplicados. Isso impõe procedimentos de segurança específicos, com ventilação forçada, monitoramento e vigia externo durante a permanência.

Pela dimensão reduzida, é uma obra de curta duração — o que ajuda a negociar a parada do elevador com o condomínio. Em edifícios com um único elevador, programamos para o menor tempo possível e comunicamos o período com antecedência.

Etapas do serviço

Como conduzimos, passo a passo

Fluxo padronizado, com documento em cada fase — você acompanha o que foi constatado e o que vem a seguir.

  1. 01

    Vistoria com o poço esgotado

    Esgotamento e inspeção para localizar os pontos reais de entrada e avaliar o dano à estrutura.

  2. 02

    Coordenação com a manutenção do elevador

    Agendamento da parada, travamento da cabine e liberação do acesso ao fosso com acompanhamento da empresa.

  3. 03

    Injeção nos pontos de percolação

    Perfuração e aplicação de poliuretano nas fissuras, juntas e furos, acompanhando a redução da entrada de água.

  4. 04

    Recuperação do concreto

    Tratamento das armaduras expostas e recomposição das áreas desagregadas pela umidade.

  5. 05

    Revestimento e arremates

    Aplicação do sistema cimentício em paredes e fundo, com reforço no encontro entre eles.

  6. 06

    Liberação e acompanhamento

    Devolução do fosso à manutenção, verificação após período de chuva, relatório fotográfico e ART.

Referências normativas

  • ABNT NBR 9575 — Impermeabilização: seleção e projeto
  • ABNT NBR 9574 — Execução de impermeabilização
  • ABNT NBR 6118 — Projeto de estruturas de concreto
  • NR-33 — Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados

Perguntas frequentes

Dúvidas frequentes sobre poço de elevador

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Responsabilidade técnica

Samuel Silva Costa

Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA-SP 5070163570 · Atuação em engenharia desde 2017. Conteúdo técnico redigido e revisado pelo responsável técnico da DRD2 Engenharia, que assina os laudos, projetos e ART dos serviços descritos nesta página.

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Responsabilidade técnica

Eng. Samuel CostaEngenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho. CREA-SP 5070163570. Todos os serviços com emissão de ART.

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