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Abertura de vão para elevador: um furo que atravessa todos os pavimentos

Prédio sem elevador perde valor e exclui parte dos moradores. A instalação é tecnicamente possível na maioria dos casos, e a decisão costuma travar por falta de resposta a uma pergunta simples: onde ele cabe sem comprometer a estrutura?

A DRD2 Engenharia faz o estudo de viabilidade e o projeto estrutural da instalação de elevador em edificação existente — posição do poço, corte das lajes, reforço do contorno, fundação do fosso e interface com a estrutura —, com ART registrada no CREA-SP.

Resposta direta

Instalar elevador em prédio existente não é abrir um vão — é abrir o mesmo vão em todos os pavimentos, alinhado, com reforço de borda em cada laje e com fundação nova no fosso. Cada abertura remove um trecho que contribuía para a rigidez do pavimento, e o conjunto altera o comportamento do edifício ao vento. Por isso a viabilidade se decide na análise global, não na laje isolada.

Sinais de alerta

Quando este serviço é necessário

Situações que costumam levar síndicos, empresas e proprietários a nos procurar — e que merecem avaliação de engenharia.

01

Prédio antigo sem elevador

Edificação de três a cinco pavimentos, geralmente das décadas de 1960 a 1980, com demanda de acessibilidade e valorização.

02

Definição da posição do poço

Onde cabe estruturalmente nem sempre é onde cabe arquitetonicamente. A escolha errada multiplica o custo do reforço.

03

Fosso abaixo do nível do terreno

A base do poço exige escavação junto a fundações existentes e impermeabilização — dois pontos sensíveis.

04

Casa de máquinas na cobertura

Peso e reações concentradas no topo, sobre a laje com a menor sobrecarga de projeto do edifício.

05

Aberturas em pavimentos ocupados

Cortar laje com moradores no prédio exige escoramento, controle de poeira e ruído e execução por etapas.

06

Elevador externo à edificação

Torre anexa evita cortar as lajes, mas cria estrutura nova com fundação própria e ligação com o prédio existente.

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01

A viabilidade se decide no conjunto, não na laje

É comum a análise começar errada: verifica-se se a laje suporta o corte em um pavimento e conclui-se que sim. Mas o poço atravessa o edifício inteiro, e o efeito é acumulado.

Cada abertura remove um trecho de laje que contribuía para a rigidez do pavimento e para a distribuição dos esforços horizontais. Repetido em todos os andares, isso altera o comportamento da edificação sob ação do vento — especialmente quando o poço fica próximo a uma extremidade ou elimina parte de um elemento de contraventamento.

Some-se o fosso, que exige escavação junto a fundações existentes, e a casa de máquinas, que concentra peso no topo. A viabilidade real vem da análise do conjunto, e é ela que define a posição do poço — que muitas vezes não é a que a arquitetura preferiria.

02

O contorno de cada abertura

Removido o trecho, as bordas do vão passam a trabalhar como viga: recebem os esforços que atravessavam a região e precisam ser dimensionadas para isso.

O reforço do contorno é executado com perfis metálicos, faixa de concreto armado ou fibra de carbono, conforme o vão, a carga e o espaço disponível. Em laje nervurada ou pré-moldada, a solução muda — o corte interrompe nervuras ou vigotas, e a redistribuição é diferente da laje maciça.

A sequência importa tanto quanto o dimensionamento: escorar, cortar, reforçar, desescorar. Entre a remoção e a entrada em carga do reforço existe uma janela em que o pavimento está mais frágil, e é ela que o escoramento cobre.

03

Alternativa: torre externa

Nem sempre a melhor solução é atravessar o edifício. Quando o recuo permite, a torre externa com estrutura independente evita cortar as lajes e preserva o comportamento original do prédio.

Em troca, ela cria uma estrutura nova com fundação própria, exige ligação bem detalhada com a edificação existente — junta que acomode movimentos diferentes entre as duas — e depende de aprovação quanto a recuo e ocupação.

A comparação entre as duas alternativas faz parte do estudo de viabilidade. Frequentemente a torre externa é mais cara em estrutura e mais barata em obra interna, transtorno e prazo — e a decisão final considera as três coisas.

Etapas do serviço

Como conduzimos, passo a passo

Fluxo padronizado, com documento em cada fase — você acompanha o que foi constatado e o que vem a seguir.

  1. 01

    Estudo de viabilidade

    Análise das posições possíveis, comparação entre poço interno e torre externa, e identificação das restrições estruturais.

  2. 02

    Levantamento da estrutura

    Geometria, sistema de laje, pacometria em todos os pavimentos afetados e investigação da fundação na região do fosso.

  3. 03

    Análise global

    Verificação do efeito acumulado das aberturas sobre a rigidez e o comportamento do edifício, inclusive ao vento.

  4. 04

    Projeto estrutural

    Reforço do contorno de cada abertura, estrutura do poço, fundação do fosso, apoio da casa de máquinas e sequência executiva.

  5. 05

    Execução com escoramento

    Corte diamantado por pavimento, com escoramento, controle de poeira e ruído e execução compatível com o prédio ocupado.

  6. 06

    Reforço, desescoramento e entrega

    Instalação do reforço projetado, retirada do escoramento no prazo previsto e documentação com ART.

Referências normativas

  • ABNT NBR 6118 — Projeto de estruturas de concreto
  • ABNT NBR 6122 — Projeto e execução de fundações
  • ABNT NBR 8681 — Ações e segurança nas estruturas
  • ABNT NBR 15696 — Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto
  • ABNT NBR 9050 — Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

Perguntas frequentes

Dúvidas frequentes sobre vão para elevador

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Responsabilidade técnica

Samuel Silva Costa

Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA-SP 5070163570 · Atuação em engenharia desde 2017. Conteúdo técnico redigido e revisado pelo responsável técnico da DRD2 Engenharia, que assina os laudos, projetos e ART dos serviços descritos nesta página.

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Responsabilidade técnica

Eng. Samuel CostaEngenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho. CREA-SP 5070163570. Todos os serviços com emissão de ART.

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