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Reforço de vigas

A viga é o elemento que mais revela o que está errado, porque fissura de forma legível. A posição da abertura diz qual esforço a superou — e, por consequência, onde o reforço precisa ser instalado. Reforçar viga sem essa leitura é aplicar material no lugar errado e concluir que a técnica não funcionou.

A DRD2 Engenharia verifica, projeta e executa reforço de vigas em concreto armado, com fibra de carbono, chapas e perfis metálicos ou aumento de seção, sempre a partir do cálculo do déficit real. Com engenheiro registrado no CREA-SP e ART de projeto e de execução.

Resposta direta

Viga combate dois esforços diferentes, e cada um se reforça em lugar diferente: flexão na face inferior do meio do vão, cisalhamento nas laterais próximas aos apoios. Ler onde está a fissura é o que define o reforço. E há um detalhe que muda o resultado: reforço colado só recebe as cargas que vierem depois — se ele precisa aliviar o que já está atuando, a viga tem de ser escorada antes.

Sinais de alerta

Quando este serviço é necessário

Situações que costumam levar síndicos, empresas e proprietários a nos procurar — e que merecem avaliação de engenharia.

01

Fissura vertical no meio do vão

Padrão típico de flexão: a viga foi solicitada além da capacidade à flexão, e a face inferior — tracionada — abriu.

02

Fissura inclinada perto do apoio

Padrão de esforço cortante. É o quadro mais preocupante em viga, porque a ruptura por cisalhamento é frágil e dá pouco aviso.

03

Viga visivelmente deformada

Flecha excessiva, com piso desnivelado e esquadrias travando. Pode estar segura à ruptura e fora do limite de serviço.

04

Nova carga sobre a viga

Pavimento acrescentado, equipamento pendurado, alvenaria nova ou mudança de uso elevam a solicitação além da prevista.

05

Perda de seção por corrosão

Quando a armadura perdeu área, recompor o concreto não basta: é preciso devolver a capacidade que o aço corroído deixou de oferecer.

06

Abertura de vão suprimindo apoio

Remover parede portante ou pilar transfere para a viga um esforço que ela não foi dimensionada para receber.

Reconheceu algum desses sinais no seu imóvel?

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01

Flexão e cisalhamento: dois problemas, dois reforços

Uma viga apoiada resiste a dois esforços principais, e eles se manifestam em regiões diferentes da peça.

A flexão é máxima no meio do vão. Ali, a face inferior está tracionada, e é onde ficam as barras principais. Quando a capacidade à flexão é superada, aparecem fissuras verticais, partindo de baixo para cima, concentradas na região central. O reforço para esse caso vai na face inferior: manta ou laminado de fibra de carbono colado, chapa metálica aparafusada e colada, ou aumento de seção com armadura adicional.

O cisalhamento é máximo junto aos apoios. Ali o esforço tende a produzir fissuras inclinadas, a cerca de 45°, partindo da região de apoio em direção ao centro. O reforço é outro: envolvimento em U com fibra, faixas laterais, ou estribos externos metálicos — sempre transversal ao plano da fissura.

Confundir os dois é erro comum e caro. Manta colada na face inferior não combate cisalhamento, porque não atravessa o plano da fissura inclinada. A peça continua com o mesmo déficit, agora com material caro aplicado num lugar que não resolve.

02

O detalhe que quase ninguém explica: escorar antes

Existe uma limitação física do reforço colado que muda completamente o resultado, e que raramente aparece em proposta comercial: o reforço só passa a trabalhar depois de instalado.

Quando a manta é colada numa viga carregada, o peso próprio da estrutura e as cargas permanentes já estão atuando — e sendo resistidos apenas pela armadura original. O reforço não recebe nada disso. Ele só entra em ação para os acréscimos que vierem depois.

Se o objetivo é justamente aliviar o que já está atuando — o caso típico de viga com flecha excessiva ou armadura corroída —, a peça precisa ser descarregada antes: escoramento que transfere parte da carga para o pavimento inferior, aplicação do reforço, cura, e só então a retirada gradual do escoramento. Aí sim o reforço passa a dividir a carga permanente.

Reforço aplicado sem escoramento em viga que precisava de alívio entrega bem menos do que o cliente esperava — e é uma das causas mais frequentes de decepção com fibra de carbono, atribuída ao material quando o problema foi de método.

03

Qual técnica para qual caso

As três soluções principais para viga têm domínios distintos:

  • Fibra de carbono

    Espessura milimétrica, peso desprezível, aplicação rápida e limpa. Ideal quando o pé-direito não pode ser reduzido e o acréscimo de carga é moderado. Exige substrato íntegro e proteção contra fogo.

  • Chapas e perfis metálicos

    Solução robusta para déficits grandes, e a única que permite criar apoio novo — inserir um pilar metálico que reduz o vão livre da viga. Acrescenta peso e exige proteção anticorrosiva e contra incêndio.

  • Aumento de seção em concreto

    Encamisamento com armadura adicional. É o mais durável e o que melhor resiste ao fogo, com material barato — mas reduz o pé-direito, adiciona peso próprio e exige tempo de cura.

  • Protensão externa

    Cabos externos que introduzem esforço contrário ao carregamento. É a solução que efetivamente corrige flecha já instalada, e não apenas impede que aumente.

04

Recuperar antes de reforçar

Quando a viga apresenta corrosão, desplacamento ou fissuras estruturais, o reforço não pode ser o primeiro passo. Colar fibra sobre concreto desagregado é colar sobre algo que vai se soltar; aplicar reforço sobre armadura em corrosão ativa é encapsular um processo que continua avançando por baixo.

A sequência correta é: tratar a armadura corroída, recompor a seção de concreto, injetar as fissuras estruturais para restabelecer a continuidade da peça, e só então instalar o reforço sobre uma base íntegra.

Isso também serve de critério para avaliar propostas de terceiros: orçamento de reforço em viga visivelmente deteriorada, sem prever a recuperação prévia, está pulando a etapa que sustenta todo o resto.

Etapas do serviço

Como conduzimos, passo a passo

Fluxo padronizado, com documento em cada fase — você acompanha o que foi constatado e o que vem a seguir.

  1. 01

    Vistoria e leitura das fissuras

    Mapeamento da fissuração por posição na viga, o que já indica se o problema é de flexão, de cisalhamento ou de corrosão.

  2. 02

    Investigação da peça

    Levantamento geométrico, pacometria para localizar armaduras e, quando necessário, ensaios no concreto.

  3. 03

    Cálculo do déficit

    Comparação entre a capacidade atual e a solicitação pretendida, separando flexão e cisalhamento.

  4. 04

    Projeto do reforço

    Escolha da técnica, dimensionamento, detalhamento e definição do escoramento necessário, com ART.

  5. 05

    Recuperação e escoramento

    Tratamento do dano existente e descarregamento da viga, quando o reforço precisa aliviar carga já atuante.

  6. 06

    Aplicação e desescoramento

    Instalação do reforço, cura e retirada gradual do escoramento, com relatório fotográfico e ART de execução.

Referências normativas

  • ABNT NBR 6118 — Projeto de estruturas de concreto
  • ABNT NBR 8681 — Ações e segurança nas estruturas
  • ABNT NBR 8800 — Projeto de estruturas de aço e mistas
  • ABNT NBR 15200 — Estruturas de concreto em situação de incêndio
  • ABNT NBR 15696 — Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto

Perguntas frequentes

Dúvidas frequentes sobre vigas

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Responsabilidade técnica

Samuel Silva Costa

Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA-SP 5070163570 · Atuação em engenharia desde 2017. Conteúdo técnico redigido e revisado pelo responsável técnico da DRD2 Engenharia, que assina os laudos, projetos e ART dos serviços descritos nesta página.

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Responsabilidade técnica

Eng. Samuel CostaEngenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho. CREA-SP 5070163570. Todos os serviços com emissão de ART.

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